Ricardo Takiguti abre o último dia do Ciclo de Palestras da Comunica-MG
Seg, 23 de Agosto de 2010 10:26

O último dia do Ciclo de Palestras da 2ª Comunica-MG começou nesta quinta-feira, 12 de agosto, com a exposição do diretor do Núcleo Comercial da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (AERP), Ricardo Takiguti. O tema abordado foi “Facilitando a programação no rádio – O meio que mais cresce em faturamento!”.

Takiguti falou sobre o crescimento do rádio em faturamento nos últimos tempos, apesar do surgimento de novos meios de comunicação. Ele apresentou o trabalho do Núcleo Comercial da AERP e os esforços da entidade em conquistar adesões de emissoras.

A Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt) acaba de criar o Núcleo Amirt Comercial (NAC) no Estado. “O núcleo criará uma identidade comercial sólida para o mercado mineiro. A situação atual, aliada às vantagens do rádio, demonstra que é preciso haver algum respaldo entre agências e veículos para que ações sejam concretizadas, o que seria inviável individualmente”, afirmou.

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COPIAR O IMPRESSO NO ONLINE NUNCA VAI DAR CERTO, DIZ OMBUSDMAN DA FOLHA
Seg, 23 de Agosto de 2010 10:17

"As pessoas nunca leram tanto, o problema é que agora ninguém lê mais que 140 caracteres", afirmou o gerente geral da Ogilvy Interactive, Michel Lent, durante palestra do Digital Age. A conhecida era colaborativa 2.0, e o seu crescimento constante, apresentou as questões triviais que nortearam a discussão na tarde da última quinta-feira (19).

Suzana Singer, ombusdman da Folha de S. Paulo, apontou que a cabeça do impresso tem que mudar. "Precisamos nos adequar, nunca vai dar certo se continuarmos fazendo uma cópia mal feita do impresso e colocando no online". A jornalista afirmou que o bom jornalismo não sobrevive só da receita da publicidade. "A produção do conteúdo custa muito caro, por isso no Brasil os maiores jornais não abriram todo o impresso para a web. Diante dessas vertentes, precisamos descobrir a melhor maneira para trabalhar".

A mesa redonda também levou ao palco Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento do Google, que colocou o "tempo" dos leitores como a questão central. "Estamos falando de uma conquista de tempo das pessoas. O foco das empresas é sustentar os esquemas de negócios existentes a qualquer custo". Para o diretor, os modelos de 20 anos atrás precisam deixar de reinar. "O conteúdo tem que diminuir em custo, se adequar ao consumidor. Faltam investimentos aos serviços de distribuição na web".
A ideia de encontrar um novo modelo para convergir a mesma informação em diversas plataformas foi a proposta imposta por Michel. "O melhor modelo de negócio também é o mais simples e complexo. Faça algo incrível", sugere. O debate ainda contou com a participação  de Silvia Bassi - presidente e publisher NOW!Digital Business -, Eduardo Aspesi - vice presidente do Grupo RBS - e Fernand Alphen - diretor da F/Nazca.
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Jornais são referência em novas informações

Estudo feito pela consultoria Pew Research Center aponta que as mídias tradicionais tem um peso fundamental na divulgação de furos de reportagem e de novidades
 
Apesar das muitas discussões acerca do seu futuro e do seu papel como mídia, os jornais comprovam que ainda tem um papel de extrema relevância na divulgação de novas informações e na formação de opiniões. A conclusão foi extraída de uma pesquisa feita pelo instituto norte-americano Pew Research Center, que procurou mapear a referência dos canais de comunicação em termos de conteúdo inovador.

Segundo a pesquisa, os jornais de interesse geral - considerando tanto as suas versões impressas como também os seus portais - são responsáveis por 48% de todos os furos de reportagens ou então pela publicação de notícias que tragam novas informações. Quando considerados também os jornais de segmento especializado, esse percentual fica ainda maior. De acordo com o instituto, essas publicações de interesses especiais - sobretudo às direcionadas às áreas de negócios - são responsáveis por 13% da circulação de novas informações.

Para o Pew Research, a TV aparece na sequência, após os meios impressos, sendo responsável por 28% do conteúdo novo transmitido pela mídia. O rádio veio na sequência, com 7% das novas informações.

Um dos pontos principais destacados pelo levantamento é o peso dos meios considerados tradicionais no leque total de disseminação de informações. Segundo o instituto, do total das novas informações veiculadas na mídia norte-americana nos últimos tempos, 96% do material foi originado pelos jornais. O percentual restante foi, em grande, parte, proveniente das redes sociais e de novos canais de mídia, como blogs, Twitter, blogs e outros. A pesquisa foi realizada com base no conteúdo produzido por 53 publicações norte-americanas que circulam em Baltimore, no Estado de Maryland.

Fonte: Folha de S.Paulo.12 de Janeiro de 2010